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 Carlos Eduardo Valim e Luciele Velluto

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PostSubject: Carlos Eduardo Valim e Luciele Velluto    Thu Dec 28, 2017 10:43 pm

Como líder da poderosa família Biagi, sobrenome que fez a cidade paulista Ribeirão Preto ser conhecida, nas décadas de 1980 e 1990, como a “Califórnia brasileira”, dada a riqueza local, Maurílio Biagi Filho chegou a administrar quase 30 companhias ao mesmo tempo. O empresário, até então o maior usineiro do País, chegou a conquistar a honrosa alcunha de Rei da Cana. Os negócios do clã se espraiavam por três importantes setores, o de bens de capital, de agronegócios e de bebidas.
Além de controlar a usina Santa Elisa, os Biagi detinham as indústrias Zanini e Sermatech, que fornecem equipamentos para usinas, a Refrescos Ipiranga, a maior engarrafadora de Coca-Cola do interior de São Paulo e do Triângulo Mineiro, e ainda participaram da criação da cervejaria Kaiser. Ao mesmo tempo, plantavam laranjas e produziam sucos, num negócio que acabou vendido para a Cutrale, e também foi pioneira, no Brasil, em adubos granulados e na inseminação artificial de gado. “Só conseguia dar conta de tantas frentes de atuação, com tranquilidade, porque desenvolvemos uma boa governança, quando ainda nem se falava disso no Brasil”, relembra o empresário.
Agora, esse aprendizado ainda serve para o seu dia a dia, mas Biagi tem menos necessidade de um longo e complexo plano de governança para tocar as suas atividades. Em especial, devido à crise do setor sucroalcooleiro dos últimos anos, a família se desfez de diversos negócios. Atualmente, à frente da holding Maubisa, Biagi tem investimentos em terras, imóveis e ações – mas sua rotina não lembra, nem de longe, o glamour de superempresário de outrora. “Se pudesse voltar atrás, faria muita coisa diferente para proteger tudo aquilo que demoramos décadas para conquistar”, disse à DINHEIRO Maurílio Biagi Filho, no dia que assinou a venda da empresa, pressionado pelos credores, sem aderir a um pedido de recuperação judicial.

Do passado sucroalcooleiro, ainda resta a reputação. A família continua a ser influente e a ser ouvida em discussões importantes, embora não ocupe mais papel executivo em nenhuma empresa da área. Biagi Filho faz parte das estatísticas de um momento agitado do mercado de fusões e aquisições no Brasil, desde a virada do milênio. Entre 2007 e 2013, aconteceram no Brasil 4,5 mil fusões ou aquisições. A consultoria EY, anteriormente conhecida como Ernst & Young, estima que US$ 390 bilhões foram movimentados com essas transações. Mas, por trás da frieza das estatísticas, as histórias são muito mais palpitantes.
Afinal, o momento da assinatura de venda de uma empresa costuma trazer, ao mesmo tempo, uma série de emoções aos empresários envolvidos. A satisfação com o contrato fechado, após longas e exaustivas negociações. A alegria com o recebimento de um cheque polpudo. A sensação de dever cumprido. Todos esses sentimentos são bastante bem-vindos. Mas, muitas vezes, as emoções positivas são substituídas por outras menos felizes. São elas: a tristeza de ter se separado da principal motivação da sua vida, a de comandar um grande negócio.
Ou até mesmo a decepção com o fato de ter sido obrigado a se desfazer de um negócio que a família levou anos, ou até mesmo décadas e diversas gerações, para construir. Por isso, não é raro que, mesmo nas mais bem-sucedidas transações, sobrem também alguns respingos de melancolia, ou bata aquela nesga de arrependimento. Sentimentos como esses atacam até os mais experientes empresários. Como Biagi Filho. A célula mater do sucesso da família foi a usina Santa Elisa, fundada por seu avô, na década de 1930, em Sertãozinho, que o seu pai, Maurílio Biagi, transformou numa das peças-chave do programa Pró-Álcool, durante o regime militar.

Foi lá que Biagi Filho passou a infância, estudou nos primeiros anos de escola e passava os dias a jogar futebol. Dessa forma, é compreensível que um momento marcante de sua trajetória foi quando, em 2005, anunciou que negociaria a sua participação na usina. “Os meus irmãos queriam o comando, então resolvi ficar apenas no Conselho de Administração, mas percebi que não daria certo, porque havia um anti-Maurílio na gestão”, diz. “Vendi barato. Não para ser bonzinho, mas sim por ser criterioso, e por estar de acordo com a minha consciência.”
Depois dessa negociação, o empresário ainda vendeu dois outros negócios de açúcar e etanol. Em 2006, a Central Energética Vale do Sapucaí (Cevasa) para a Cargill, por valor não revelado. E o grupo Moema, em 2009, para a Bunge, por R$ 2,6 bilhões. “Nessa época, já estava calejado. Já tinha feito diversos acertos e aberto mão de várias empresas que gostava”, afirma. “Depois de vender a Santa Elisa, onde nasci e me criei, foi fácil me desfazer das outras.” O destino da Santa Elisa sob o comando dos Biagi foi selado com a sua venda, em 2009, pelos irmãos que continuaram no comando, para os franceses da Louis Dreyfus Commodities.
A empresa acumulava mais de sete décadas de história e dívidas de R$ 3 bilhões. “Nosso sentimento é de frustração”, disse, no anúncio da negociação, um visivelmente decepcionado André Biagi, um dos irmãos mais novos de Biagi Filho e que era o presidente da empresa na época. “Fomos induzidos ao erro por acreditar que o futuro dos combustíveis estava no etanol.”Separar a razão e a emoção num momento como esse é difícil. “Apenas os donos sabem quanto dinheiro e sacrifícios pessoais e familiares custaram para construir a empresa e para fazê-la chegar até ali”, diz Osvaldo Nieto, presidente da Baker Tilly Brasil, consultoria especializada em companhias familiares.
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